TJ adia decisão sobre criação de CPI das Invasões de Terra na Alba

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em sessão nesta quinta-feira,27, adiou a decisão final sobre o imbróglio na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) envolvendo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as invasões de terras no estado.

O julgamento deu início após o deputado estadual Leandro de Jesus (PL) questionar a decisão do então presidente da Alba, Adolfo Menezes (PSD), que indeferiu seu requerimento para a instauração da CPI.

O requerimento foi negado inicialmente por Adolfo com base em um parecer da Procuradoria Geral da Assembleia Legislativa, que considerou o pedido inadequado para as competências da Casa. Em resposta, o deputado impetrou um mandado de segurança na Justiça, buscando reverter essa decisão.

Com isso, o desembargador Cássio José Barbosa Miranda, deferiu, em caráter liminar, a imediata instalação da CPI. No entanto, apesar da ordem judicial, a Casa não cumpriu a decisão.

Na sessão realizada hoje, o desembargador manteve sua decisão inicial e reafirmou a obrigatoriedade de instalação da comissão. No entanto, a decisão não foi unânime. O desembargador Cláudio Cesare Braga Pereira abriu divergência, argumentando que a matéria não se enquadraria dentro das competências da Assembleia Legislativa, questionando a legitimidade do pedido para investigação das invasões de terras pelo MST.

A discussão seguiu com o desembargador Nivaldo dos Santos Aquino, que pediu vistas do processo, adiando a decisão final. A desembargadora Rosita Maria de Oliveira Netto antecipou seu voto, acompanhando integralmente o relator e mantendo a liminar. Com isso o placar para o deferimento da liminar que visa implantar a CPI está 2×1.

Related posts

Banco Social Cardinalense conquista primeiro prêmio estadual com projeto inovador no Selo SUAS Bahia

Mutirão da Saúde da Mulher acontece neste sábado (21) no Multicentro Liberdade

Na ALBA, Samuel Jr. afirma que escolha de trans para presidência da Comissão da Mulher na Câmara é retrocesso