MST ocupa sedes do Incra em protesto pela reforma agrária

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a ocupação de sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – o que inclui as superintendências de São Paulo, Alagoas e Rio Grande do Sul – em protesto pela reforma agrária.

A intenção é pressionar o governo Lula a acelerar a redistribuição de terras pela autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. O MST critica a lentidão da reforma no terceiro mandato de Lula e alega falta de desapropriação de novas terras.

Segundo o movimento, a redistribuição de terras seria “uma política fundamental na defesa da soberania nacional, garantindo a defesa das terras do país, em contraposição ao agronegócio entreguista, golpista e antipatriótico”.

Nesses três anos de governo Lula, a pauta da reforma agrária não deslanchou. Há muita justificativa, muita enrolação, muita conversa e pouco resultado prático. Só para você ter uma ideia, aqui no estado de São Paulo não tivemos assentamento de nenhuma família. Apenas resolveu a situação de algumas que já estavam acampadas, mas sem desapropriação de novas terras”, disse ao O Globo o coordenador do MST em São Paulo, Márcio José.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, comandado por Paulo Teixeira, rebate o MST e disse que o ritmo de redistribuição foi retomado. “Ao contrário do que diz a carta do MST, a reforma agrária no Brasil retomou o ritmo dos dois primeiros governos do presidente Lula”, diz a nota da pasta.

O governo afirma que foram disponibilizados 13,9 mil novos lotes para assentamentos em 2025, que custaram cerca de R$ 1,1 bilhão para a compra das terras. A meta é criar 30 mil novos lotes ainda este ano e 60 mil até o final de 2026.

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