Leo Prates propõe estudo para salário mínimo regional de R$ 1.800 na Bahia e reforça agenda de valorização do trabalho

O deputado federal Leo Prates apresentou indicação ao Governo da Bahia para que sejam realizados estudos visando à criação de um salário mínimo regional no valor de R$ 1.800. A proposta amplia o debate sobre valorização da renda, fortalecimento do poder de compra e estímulo à economia local, com potencial de impacto direto no comércio e nos serviços, especialmente nos territórios mais populares.

A proposição sugere que a Bahia avalie a adoção de um piso estadual nos moldes de experiências já consolidadas em outras unidades da federação, como o Rio Grande do Sul, que possui política de salário mínimo regional acima do piso nacional. Segundo o deputado, o objetivo é abrir um debate técnico e responsável, com participação de centrais sindicais, setor produtivo e especialistas, para avaliar impactos, viabilidade econômica e efeitos positivos na dinâmica do mercado de trabalho.

“Mais renda significa mais consumo, comércio mais forte e economia girando. Quando o trabalhador tem poder de compra, o dinheiro circula no bairro, no comércio local e nos serviços. É uma engrenagem virtuosa que fortalece a economia e devolve dignidade para quem sustenta a cidade com seu trabalho”, afirma Leo Prates.

A iniciativa conta com a articulação e o apoio da União Geral de Trabalhadores (UGT) e do secretário nacional de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego, Magno Lavigne, fortalecendo o diálogo entre o Legislativo e o Executivo federal em torno de políticas públicas voltadas à renda, qualificação profissional e desenvolvimento econômico. A construção de soluções exige cooperação institucional e escuta ativa de trabalhadores, setor produtivo e gestores públicos.

Ao recolocar o tema da renda no centro da agenda pública, a iniciativa também dialoga com o cenário nacional de retomada do crescimento e de enfrentamento às desigualdades. Para Prates, a Bahia pode liderar uma agenda moderna de valorização do trabalho, combinando desenvolvimento econômico com justiça social. “Se outros estados avançaram, a Bahia também pode avançar. Valorizar o trabalho é fortalecer o Estado e investir no futuro de quem move a economia todos os dias”, conclui o parlamentar.

Ex-presidente da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, Leo Prates tem atuação reconhecida na pauta trabalhista e contribuiu para o avanço do debate sobre o fim da escala 6×1, tema que ganhou projeção nacional ao colocar no centro da agenda legislativa a discussão sobre saúde, dignidade e qualidade de vida de trabalhadores e trabalhadoras. A indicação para o piso regional dialoga com essa trajetória de defesa de condições mais justas no mundo do trabalho.

Related posts

Pesquisa da Fundaj inspira projeto de lei de Cardeal da Silva para fortalecer economia local por meio de moeda social

UPA Brotas completa 10 anos com mais de 10 mil atendimentos mensais e reforça papel estratégico na assistência de urgência em Salvador

Marcelle Moraes cobra rigor em investigação de mulher suspeita de torturar e matar animais para produção de vídeos