Chiquinho Brazão deixa presídio em Campo Grande após decisão de Moraes

A defesa do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido) conseguiu um aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele fosse para o regime domiciliar. Conforme a CNN, a autorização foi dada por uma série de complicações de saúde do parlamentar, mas em especial os problemas renais.

Brazão deixou o presídio onde estava em Campo Grande (MS), na tarde do sábado,12, e foi encaminhado para o Rio de Janeiro. Ele já está em sua casa, na Barra da Tijuca, zona Oeste, onde será monitorado por tornozeleira eletrônica.

Chiquinho está proibido de receber visitas não autorizadas e se movimentar fora do perímetro estabelecido. Ele também não poderá fazer postagens nas redes sociais.

Ele e os advogados enfrentam duas batalhas jurídicas. Uma é para tentar frear o processo de cassação na Câmara dos Deputados, a outra para buscar a absolvição no processo criminal que tramita no STF. O relator é o ministro Alexandre de Moraes, o mesmo que decidiu sobre a migração para o regime domiciliar.

Quem mandou matar Marielle?
Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram presos no ano passado acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco. O delegado Rivaldo Barbosa também foi preso. Segundo informações da Polícia Federal, ele ajudou a planejar o crime e atrapalhou as investigações porque havia prometido impunidade aos mandantes.

O atentado ocorreu em março de 2018, onde também morreu o motorista Anderson Gomes.

Domingos e Chiquinho foram detidos após a homologação da delação de Ronnie Lessa, que também está preso e é acusado de executar o crime. A ordem de prisão foi expedida por Moraes.

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