Bruno Reis diz que possível aliança com PT terá que ser validada

O prefeito de Salvador Bruno Reis reforçou, na manhã desta quarta-feira, 17, que qualquer possibilidade de aliança entre o União Brasil e o PT nos municípios terá que ser validada com a executiva estadual.

“A gente sabe que cada cidade da Bahia tem sua lógica, suas lideranças e arrumações locais”, disse, durante coletiva de imprensa durante evento de apresentação da programação da Festa de Santa Dulce dos Pobres.

O gestor da capital baiana também ressaltou que não há movimentação para essa direção ocorrendo no momento, no entanto, caso venha a surgir terá que ser discutida.

“Por ventura, que me parece que não há nenhum caso concreto, não há nenhum município com a possibilidade na Bahia, venha existir, terá que ser validada pela executiva estadual que dará a palavra final”, concluiu.

Executiva do União não descarta coligação

A executiva estadual do partido se reuniu na manhã desta terça-feira, 16, para alinhar a questão das coligações nas cidades com potenciais pré-candidatos.

Visando angariar mais prefeitos nos municípios, o União Brasil, adversário histórico do PT, não descarta por completo colar a imagem da sigla com os petistas, como já acontece a nível federal.

Questionado sobre o assunto, o presidente estadual do partido, o deputado federal Paulo Azi, que esteve presente no encontro, afirmou que a possibilidade deve ser tratada com os respectivos diretórios partidários.

“Se porventura, aparecer alguma consulta neste sentido. O interessado terá que consultar o presidente [municipal]”, disse Azi.

A aliança do União com o PT está sendo estudada no município de Itororó, reduto eleitoral do deputado estadual Rosemberg Pinto, líder da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), que afiança o nome da médica Dr.ª Luciana (PT), para disputar o Executivo. Lá, o petista tenta atrair a sigla para o arco de alianças de Luciana.

Um dos pontos que chegou a ser comentado no encontro foi a distribuição do fundo eleitoral. Questionado sobre o valor que Salvador receberá, Azi afirmou que ainda não há novidades sobre o assunto.

“Ainda depende da direção nacional. Primeiro [o fundo eleitoral será discutido] para cada estado e depois para as cidades. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda não definiu”, contou.

Nacionalmente, o União Brasil terá direito a R$ 536,5 milhões para gastar no pleito.

Os maiores colégios eleitorais, a exemplo de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Vitória da Conquista e Feira de Santana, devem receber um montante maior do fundo. Os valores, contudo, ainda não foram definidos.

A reunião contou com a presença das lideranças do partido na Bahia, dentre elas estão: os prefeitos de Salvador, Bruno Reis, e de Camaçari, Elinaldo Araújo; os deputados federais Elmar Nascimento, Arthur Maia, Dal Barreto, Paulo Azi e Leur Lomanto Júnior; e os deputados estaduais Alan Sanches, Marcinho Oliveira, Júnior Nascimento, Pedro Tavares, Luciano Simões Filho, Sandro Régis Manuel Rocha e Marcelinho Veiga.

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