Acusado de ocultar denúncias contra Silvinei Vasques se aposenta voluntariamente da PRF

O corregedor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no governo Bolsonaro, Wendel Benevides Matos, se aposentou voluntariamente nesta segunda-feira (3). Matos foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos na operação da Polícia Federal (PF) que prendeu o ex-diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, em 2023.

Segundo investigações, Matos não enviou à Controladoria-Geral da União (CGU) pelo menos 23 denúncias contra Vasques. Entre as denúncias omitidas, estavam os bloqueios da PRF no segundo turno das eleições de 2022. O corregedor-geral foi exonerado em abril, quando a direção nomeada por Lula apontou “indícios de distorções técnicas, parcialidade, interferência e uso não isonômico das ferramentas de correção pelo atual corregedor-geral”.

Matos recorreu da exoneração, mas o pedido foi negada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pela Justiça Federal em Santa Catarina. Em agosto, a PF cumpriu mandados contra o ex-corregedor, investigado pelas denúncias de parcialidade.

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