O presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, vereador João Raimundo Damascena dos Santos, conhecido como Juca (PSDB), renunciou ao comando da Mesa Diretora da Casa. O pedido foi formalizado por meio de uma carta protocolada e encaminhada aos demais integrantes da Mesa.
No documento, o parlamentar informa que a renúncia ao cargo de presidente, referente ao biênio 2025-2026, é “irrevogável e irretratável” e afirma que a decisão foi tomada de forma “consciente, livre e voluntária”.
“Essa decisão está sendo tomada de forma consciente, livre e voluntária, com o propósito de preservar a normalidade institucional, a estabilidade administrativa e o regular funcionamento dos trabalhos legislativos, em respeito a esta Casa e à população de Lauro de Freitas”, escreveu.
Na carta, Juca também agradece o apoio recebido durante o período em que presidiu a Câmara e cita o caso que resultou em sua prisão. Sem entrar em detalhes, ele afirma que os fatos estão sendo apurados pela Justiça e nega qualquer relação entre as investigações e sua atuação à frente do Legislativo.
O vereador também sustenta que a renúncia não representa admissão de irregularidades. “A decisão não se toma sob a ótica da covardia, mas sob a ótica da coragem, a coragem de renunciar ao próprio ego em favor do interesse coletivo”, declarou.
A renúncia ocorre cerca de duas semanas após a prisão do parlamentar, registrada em 26 de junho. Juca foi preso após denúncias de que teria agredido a namorada em um bar no bairro da Pituba, em Salvador. Além da suspeita de violência contra a mulher, ele também é acusado de ameaçar um funcionário do estabelecimento e causar danos ao local. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.