A indefinição sobre sua presença na chapa majoritária de ACM Neto (União Brasil) pode levar o Republicanos a lançar uma chapa avulsa com dois candidatos ao Senado. A tese, que passou a ser admitida nos bastidores, pode embaralhar o tabuleiro da sucessão estadual. Mas ainda assim, o partido manteria o apoio a Neto.
A princípio, a chapa seria composta pelo deputado federal Márcio Marinho, presidente estadual da sigla, e Marcelo Nilo, ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia e ex-deputado federal. Ambos já manifestaram publicamente o desejo de disputar o Senado na chapa de Neto, mas viram o cenário ganhar outros contornos com a chegada do senador Angelo Coronel (PSD) ao grupo da oposição, por onde disputará a reeleição após ter sido preterido na base governista em razão da chapa puro-sangue do PT.
A outra cadeira, por sua vez, está praticamente consolidada para João Roma, presidente do PL na Bahia, legenda que tem o senador Flávio Bolsonaro (RJ) como candidato à Presidência da República.
Há sobre a mesa, contudo, a ideia de que o Republicanos pode ser contemplado com a vaga de vice na chapa de Neto, o que refrearia um voo solo ao Senado. Nesse sentido, a legenda dos bispos abrigaria um dos nomes cotados ao posto, como o prefeito de feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), o de Jequié, Zé Cocá (PP), e Sheila Lemos (União Brasil), de Vitória da Conquista.