Ronnie Lessa diz que pagamento para matar Marielle seria chefiar nova milícia no RJ

O miliciano Ronnie Lessa relatou em delação premiada como foi o planejamento e qual seria o pagamento pela execução da ex-vereadora Marielle Franco. Lessa falou durante duas horas sobre o plano para assassinar a vereadora e como acreditou que a proposta poderia transformar a sua vida. O depoimento foi divulgado no programa Fantástico, deste domingo (26).

Lessa confessou pela primeira vez que os mandantes do crime foram Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão. De acordo com o miliciano, os irmãos Brazão ofereceram como pagamento um loteamento clandestino na Zona Oeste do Rio, avaliado em milhões de reais.

“Não é uma empreitada, para você chegar ali, matar uma pessoa, ganhar um dinheirinho… Não. Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de US$ 20 milhões”, afirmou, em um vídeo da delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), divulgado pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (26).

O ex-miliciano também afirmou que o local serviria para explorar serviços como gatonet (recepção não autorizada do sinal de TV por assinatura) e transporte alternativo, com lucro estimado em mais de R$100 milhões.

“A gente ia criar uma milícia nova. Então ali teria a exploração de gatonet, a exploração de kombis, venda de gás.A questão valiosa é depois. A manutenção da milícia que vai trazer voto”, explicou.

Na delação o ex-PM também afirmou que Marielle era considerada “uma pedra no caminho”, já que teria orientado lideranças comunitárias a rejeitar a ocupação de novos loteamentos da milícia. “Isso foi o que o Domingos [Brazão] passou para a gente. Que a Marielle vai atrapalhar e para isso ela tem que sair do caminho”, completou.

Related posts

Mutirão da Saúde da Mulher acontece neste sábado (21) no Multicentro Liberdade

Na ALBA, Samuel Jr. afirma que escolha de trans para presidência da Comissão da Mulher na Câmara é retrocesso

Trump volta a falar em conquistar Cuba, que vive crise: ‘Posso fazer o que eu quiser’