PP age para impedir liderança do União Brasil em federação na Bahia

O diretório estadual do PP tenta impedir que o União Brasil assuma o controle sobre as decisões locais após a confirmação da federação entre os dois partidos, que deve acontecer na próxima semana.

O Portal A TARDE teve acesso a um ofício do PP da Bahia enviado ao presidente nacional do partido, o senador Ciro Nogueira (PI), no qual solicita que a gestão da federação no estado seja nacionalizada, como será feito em São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe. O nome mais cotado para presidir a junção é o de Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara.

No documento, os progressistas baianos argumentam que os estados citados, em termos numéricos, possuem parlamentares do PP e União Brasil semelhantes à Bahia, e a nacionalização da liderança no estado serviria “para que as questões regionais e diferenças políticas sejam administradas de forma equânime, sendo conduzida de forma justa e imparcial”.

Conforme a negociação entre Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, o comando da federação nos estados ficará com o partido que tiver mais deputados federais. No caso da Bahia, o União assumiria o controle, já que tem cinco federais contra quatro do PP.

Vale lembrar que o União Brasil é o principal partido de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e tem entre os seus filiados o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, que deve ser o adversário do petista nas urnas mais uma vez em 2026.

Por outro lado, o acordo nacional pode atrapalhar os planos do retorno institucional do PP à base do governo do PT no estado. O presidente estadual do partido Mário Negromonte Júnior e Jerônimo estão próximos de um entendimento sobre os espaços que a legenda pode ocupar na gestão estadual, mas a demora na definição sobre a federação impediu o avanço das conversas.

O ofício projeta que se a coordenação estadual da nova federação ficar com o União pode gerar sérios prejuízos ao PP baiano, que tem nos seus quadros, além dos quatro federais, seis deputados estaduais, 41 prefeitos, 37 vice-prefeitos e 414 vereadores.

“O movimento sugerido de repassar à outra agremiação a coordenação estadual da nova federação causará, conforme já anunciado, uma saída de toda a bancada estadual do progressista e da maioria dos nossos prefeitos. Tal movimento chegará a nossa bancada federal, enfraquecendo e praticamente extinguindo a representação do Progressistas baiano no congresso que hoje é pujante”, diz um trecho do documento.

Acordo fechado
O acordo que confirmou a federação foi fechado na quarta-feira, 23. De acordo com a CNN, o anúncio será feito na próxima terça-feira, às 15h, em Brasília.

Ainda segundo a emissora, as duas legendas passarão a se chamar União Progressista.

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