O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa, afirmou que o projeto da ponte Salvador-Itaparica tem amplo e gigantesco apoio da população. Segundo ele, o projeto tem licenciamento ambiental e não terá impacto à vida marinha.
As falas foram feitas durante entrevista nesta quarta-feira (27) ao programa Bom Dia Ministro, do governo federal. Rui Costa foi questionado por uma jornalista de Salvador se a União vai acompanhar de perto o passo a passo da ponte e como ele vê a pressão da sociedade sobre os impactos ambientais.
“Toda e qualquer ponte que tem pilar sobre leito de rio ou do mar tem algum nível de impacto, que é furar [a rocha] e colocar o pilar da ponte. Se é para ter impacto zero, nós não podemos construir mais ponte nenhuma no Brasil”, respondeu o ministro.
Segundo Rui, os animais não serão impactados. “A vida marinha não vai ser modificada em nada pela existência de pilares no mar, e o projeto está completamente licenciado. O que nós temos é um gigantesco apoio da população a esse projeto”, disse.
“Todos os furos para fazer a sondagem já foram feitos, os contratos foram realinhados e a obra está prevista para iniciar fisicamente no início de 2026”, afirmou.
Ao citar dados sobre os benefícios que a ponte vai gerar, Rui comparou a ponte Salvador-Itaparica à ponte Rio-Niterói. “Todos os estudos comprovam que haverá uma completa transformação da ocupação, não só das ilhas, mas do Baixo Sul, do Recôncavo Baiano. A economia será outra daqui alguns anos”, disse.
Rui acredita que a ponte ajudará a aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região de Itaparica, ao atrair investimentos em diversos setores, como o turismo. “Com 13 km de diferença, é um desnível gigantesco entre o IDH da capital e o IDH das cidades vizinhas”, concluiu.
A ponte Salvador-Itaparica deve ser a maior da América Latina, com cerca de 12 km de extensão e tem custo estimado em R$ 10,42 bilhões. O prazo de conclusão das obras é de cinco anos.