PF negocia delações em investigação sobre Abin Paralela no governo Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais promovidos,no Palácio do Planalto

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta terça-feira (11) que a investigadores negociam colaborações premiadas na apuração sobre a existência de uma Abin paralela durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com Andrei, a perspectiva é que o inquérito seja concluído em julho ou agosto.

“Estamos [na fase de] diligências finais, tem a possibilidade de colaboração de investigados”, afirmou o diretor-geral.

A Abin está no foco de investigação da PF desde março do ano passado, quando veio à tona a informação de que a gestão Bolsonaro usou o FirstMile para investigar ilegalmente adversários políticos por meio da localização geográfica de telefones celulares.

O inquérito já resultou em duas operações com prisões e buscas e apreensões, uma em outubro e a mais recente em janeiro.

Segundo a Folha apurou, a PF abriu pelo menos mais um inquérito ligado ao caso para apurar tentativa de obstrução de justiça da atual diretoria em investigações relativas à Abin.

Após a conclusão do inquérito central sobre a agência, a PF deverá abrir outras investigações relacionadas a cerca de 100 dossiês que foram produzidos na gestão passada que teriam indícios de ilícitos.

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