Moraes manda militares “kids pretos” tirarem fardas durante interrogatório

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os tenentes-coronéis Rafael Martins e Hélio Ferreira Lima tirassem as fardas durante o interrogatório, que acontece nesta segunda-feira, 28.

A dupla de militares faz parte do grupo de elite do Exército denominado “kids pretos”, que teria planejado o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente, Gerlado Alckmin (PSB) e de Moraes. Eles são réus no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado.

O juíz auxiliar de Moraes, Rafael Henrique está conduzindo a audiência desta manhã e foi o responsável por retransmitir a ordem do titular para militares retirarem a farda.

“Essa é uma determinação do ministro relator. A acusação é contra militares e não contra o exercito como um todo”, afirmou o juiz. As defesas questionaram, alegaram que não havia previsão legal para a restrição.

Interrogatórios
Dez réus do “núcleo 3” que respondem por tentativa de golpe de Estado serão ouvidos nesta segunda-feira, 28, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os depoimentos serão prestados por videoconferência a partir das 9h.

O grupo chamado de “kids pretos” é composto por militares das Forças Especiais do Exército e um policial federal.

As oitivas foram marcadas após a Corte ouvir testemunhas listadas pela acusação e pelas defesas. Na última semana, os réus dos núcleos 2 e 4 prestaram depoimentos no Supremo.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados do núcleo foram responsáveis por ações táticas da tentativa de golpe, monitorando alvos e planejando sequestros e execuções.

Os réus vão responder às perguntas do magistrado que conduzir a sessão, que pode ser o relator Alexandre de Moraes ou algum juiz auxiliar, além da PGR e dos advogados de defesa.

Related posts

Banco Social Cardinalense conquista primeiro prêmio estadual com projeto inovador no Selo SUAS Bahia

Mutirão da Saúde da Mulher acontece neste sábado (21) no Multicentro Liberdade

Na ALBA, Samuel Jr. afirma que escolha de trans para presidência da Comissão da Mulher na Câmara é retrocesso