Ivana Bastos deve ficar com cobiçada 1ª vice da Assembleia

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A deputada Ivana Bastos, líder do PSD na Assembleia Legislativa, deve ser o nome da base do governo para a cobiçada 1ª vice-presidência da Casa na eleição da Mesa Diretora, que acontece na segunda-feira (03). A expectativa é que o acordo seja selado até o início da tarde de hoje (30).

Na reunião de ontem (29) entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o presidente da Assembleia, Adolfo Menezes (PSD), e os líderes da base aliada, realizada no prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), ficou praticamente definida a retirada da candidatura do deputado Rosemberg Pinto (PT) para a 1ª vice.

De forma cortês, segundo apurou o site, o próprio Rosemberg fez a proposta ao governador e aos líderes de sair de cena e defendeu que, a exemplo da presidência, cuja reeleição de Adolfo Menezes está garantida do ponto de vista político, o PSD também fique com o segundo cargo mais importante da Mesa Diretora, em nome da “pacificação” na Casa.

Rosemberg, e a bancada do PT, só não aceitam que o nome indicado pela sigla aliada para a vice seja o do deputado Angelo Coronel Filho (PSD), herdeiro do senador Angelo Coronel (PSD). Caso isso ocorra, o petista vai manter o nome no páreo, o que pode levar a um bate-chapa com o filho do senador, contrário ao PT ficar com a cadeira de substituto imediato de Adolfo.

Jerônimo vai conversar ainda hoje sobre o acordo com os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar, presidente do PSD da Bahia, além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Otto defende o nome de Ivana para a 1ª vice – ela sempre foi vista pelo senador como candidata natural do partido à presidência se Adolfo desistisse da reeleição.

Adolfo, por sua vez, vai dialogar com o deputado federal Diego Coronel (PSD) e com o próprio Angelo Coronel para que ambos aprovem também o nome de Ivana. O presidente da Assembleia deve ter ainda uma última conversa com o governador antes que os nomes da base do governo para todos os cargos da Mesa Diretora sejam apresentados.

Situação vantajosa

Como a mudança no regimento interno da Assembleia foi descartada, Ivana vai assumir a 1ª vice numa condição política vantajosa, já que a reeleição de Adolfo Menezes pode ser questionada e derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pois a Corte já firmou jurisprudência contra a segunda recondução para os mesmos cargos das Mesas Diretoras dos Legislativos a partir do biênio 2021-2022.

Se Adolfo cair, Ivana assume sem um prazo definido pelo regimento para convocar novas eleições. Atualmente, existe apenas uma praxe na Casa de que isso deve ocorrer entre 30 e 60 dias, mas não está escrito. A Constituição baiana também não trata do tema.

Por conta disso é que a 1ª vice se tornou tão cobiçada por diversos deputados. Entretanto, Rosemberg foi quem se viabilizou, até Coronel entrar em cena e ameaçar lançar o filho para fazer bate-chapa com o petista – se não houvesse alteração no regimento estabelecendo a convocação imediata de nova eleição em caso de queda do presidente -, rachando a base aliada.

Coronel fez o movimento afirmando defender o espaço do PSD, que, por ser o maior partido da base na Assembleia, deveria ficar com a presidência e não cedê-la ao PT. Além disso, assumir o controle do Legislativo baiano fortaleceria o senador na briga para ter o espaço garantido na chapa governista em 2026, já que ele mira a reeleição.

Para Rosemberg, a mudança no regimento interno só seria interessante se garantisse um prazo de até 60 dias para novas eleições em caso de vacância da presidência. Seria o tempo suficiente para ele, no cargo de presidente, fazer os acertos internos e externos para se viabilizar como sucessor de Adolfo.

Mas Jerônimo atrapalhou os planos do aliado ao defender firmemente que o PSD tivesse todas as garantias do governo de que ficaria com a presidência da Assembleia mesmo com uma eventual queda de Adolfo.

Dessa forma, e como já havia sido cogitado pelo site, com base em informações de políticos da base aliada, Rosemberg desistiu da disputa e passou a apoiar que o PSD ficasse também com a vice, desde que não seja Angelo Filho, apesar de ter sido um defensor da proporcionalidade constitucional das bancadas na Mesa Diretora, o que asseguraria a cadeira ao PT.

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