Governo paga 1º parcela de acordo para saída da ViaBahia

O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que o governo federal realizou o pagamento da 1ª parcela do acordo com a ViaBahia para que a concessionária deixe a administração das BRs 116 e 324 no estado. “Hoje é o novo 2 de julho da Bahia”, comparou, através de uma rede social, na segunda-feira, 28.

De acordo com Renan, os trechos anteriormente administrados pela empresa agora serão assumidos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a partir do dia 15 de maio.

“Com o DNIT assumindo, nós vamos ter condição de realizar os investimentos para melhorar o pavimento, garantir o bom andamento dessas obras e, ao longo desse ano, nós vamos realizar uma nova concessão para trazer uma empresa que possa fazer os investimentos mais rápido como o baiano precisa para impulsionar o desenvolvimento do estado da Bahia”, disse.

“Essa é mais uma ação inédita do governo do presidente Lula que, pela primeira vez na história, rompe o contrato com uma concessionária rodoviária ineficiente. Seguimos fazendo mais e melhor para os baianos e todos os brasileiros!”, compartilhou Renan Filho.

Histórico

A concessionária foi responsável por operar as rodovias BR-116, BR-324, BA-526 e BA-528 desde 2009. Contudo, o contrato foi alvo de diversas disputas entre a empresa e o poder público em virtude do descumprimento de obrigações pré-estabelecidas.

A gestão dos trechos foi assumida pela União, através do DNIT após uma negociação com o Tribunal de Contas da União (TCU), o ministério e a concessionária.

A decisão autorizou o encerramento do contrato em 31 de março e estabeleceu um pagamento de R$ 892 milhões à ViaBahia, contudo, a falta de pagamento de parte da indenização à concessionária via governo federal fez com que a atuação da empresa se prolongasse no estado.

Related posts

Mutirão da Saúde da Mulher acontece neste sábado (21) no Multicentro Liberdade

Na ALBA, Samuel Jr. afirma que escolha de trans para presidência da Comissão da Mulher na Câmara é retrocesso

Trump volta a falar em conquistar Cuba, que vive crise: ‘Posso fazer o que eu quiser’