Federação entre União Brasil e PP trava e lideranças ameaçam debandada

A federação entre União Brasil e PP têm enfrentado dificuldades em avançar em pelo menos cinco estados por conta de disputas entre lideranças locais, acordos indefinidos e diálogo travado. As informações são do jornal O Globo.

Os presidentes dos partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), têm dito que a federação está praticamente certa e está próxima de ser anunciada. No entanto, integrantes das duas siglas divergem do acordo e ameaçam uma debandada, caso o acordo avance.

Na Bahia, uma ala do PP não deseja que a federação avance para tentar se aproximar do PT. Deputados estaduais e federais do Progressistas ameaçam deixar a legenda caso o acordo com o União Brasil avance. Além disso, o presidente estadual da legenda, o deputado federal, Mário Negromonte Júnior, tem dito que a maioria do partido é contra a federação.

De acordo com a publicação, na Paraíba, Acre e em Pernambuco, o entrave também passa pelas eleições ao governo dos estados em 2026. Já em Goiás, o obstáculo foi a pré-candidatura à Presidência do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciada na última sexta-feira (4) e não passou por uma discussão com PP.

Na Paraíba, o senador Efraim Filho (União Brasil) e o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) querem se candidatar ao governo do estado. Os dois contam com um amplo capital político. Uma solução seria o candidato da federação que tivesse o maior número de votos nas pesquisas eleitorais.

O cenário se repete em Pernambuco, onde os deputados Mendonça Filho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) querem disputar o governo do estado. Além disso, os dois partidos divergem sobre o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) em 2026, ou o apoio à candidatura do atual prefeito de Recife, João Campos (PSB).

Aliados de Mendonça Filho avaliam que a federação não está pacificada, existindo o risco de parlamentares deixarem o União Brasil por causa da imposição de uma federação.

No Acre, o senador Alan Rick (União) quer ser candidato ao governo do estado em 2026. Já o governador Gladson Cameli (PP) quer lançar sua vice, Mailza Assi.

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) quer garantir a sua pré-candidato ao Palácio do Planalto e por um fim ao movimento para tentar convencê-lo a desistir da disputa presidencial. Ele defende que qualquer decisão sobre a federação seja tomada em convenção nacional, com o voto dos integrantes da legenda.

Inicialmente, a negociação para federação também contava com o Republicanos. No entanto, conflitos locais motivaram que o partido de Marcos Pereira (SP) desistisse da união.

Caso saia do papel, a super federação União Brasil-PP formaria o maior partido da Câmara com 106 deputados, superando a do PL, com 99 deputados, e a federação do PT, com 80.

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