O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), não esconde de ninguém que votou no governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022 e no prefeito Bruno Reis (União Brasil) em 2024. Desde que assumiu o comando da Casa, o vereador tenta construir um diálogo entre os dois homens mais poderosos da política baiana.
Na tarde desta quarta-feira (27), enfim, o encontro acontece, após Muniz ter reforçado o pedido ao braço-direito de Jerônimo, o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT).
“Quando estive com Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais do Governo do Estado, pedi que essa conversa fosse feita o mais rápido possível. Mas acredito que foi algo que eles mesmos conversaram e decidiram”, contou Muniz nesta terça (26).
Antes disso, em 2023, Muniz tentou levar seu partido, o PSDB, para a base aliada do governo Jerônimo. O presidente da Câmara fez esforços, mas não conseguiu aparar as diferenças entre petistas e tucanos baianos.
Posteriormente, ele passou a “puxar a orelha” de Bruno Reis e de Jerônimo nas diversas trocas de farpas entre os gestores via imprensa. Muniz sempre reforçava que as duas lideranças precisavam sentar e conversar, para resolver os problemas de Salvador.
“Os dois têm que descer do palanque, porque o momento de fazer política não é agora. Esse é o momento de resolver o problema da população, e tenho certeza que os dois querem. Cada um tem que ver onde está errando para que tenha essa conversa o mais rápido possível, para resolver a situação que dificulta a vida do povo de Salvador, principalmente no transporte público, segurança pública e várias outras coisas”, afirmou o presidente da CMS, há duas semanas.
Agora, depois de levar sua preocupação a Loyola, o encontro sonhado por Muniz deve ocorrer. A audiência oficial está agendada para a tarde desta quarta, com diversos temas em pauta, sendo o transporte público a principal delas. O ponto de equilíbrio entre os sistemas de metrô e de ônibus deve ser o foco da conversa.