Em delação premiada, Ronnie Lessa diz que delegado impôs condição para crime de Marielle

O ex-policial militar Ronnie Lessa afirmou em delação à Polícia Federal que recebeu a arma usada para matar a vereadora Marielle Franco seis meses antes do crime, em setembro de 2017. Segundo o jornal Estado de S. Paulo, ele afirmou, no entanto, que teve dificuldade de colocar o plano de atentado em prática por causa de uma “exigência” que teria sido feita pelo delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, sobre a rota do crime.

De acordo com Lessa, o delegado proibiu que a vereadora fosse morta no trajeto da Câmara Municipal do Rio. Vale lembrar que Rivaldo Barbosa nega envolvimento no atentado. “A exigência traçada pelo Rivaldo não permitia. A gente não conseguia localizar. A gente não conseguia ver a Marielle”, relatou.

Na última sexta-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes retirou o sigilo de parte da colaboração premiada do ex-PM.

Related posts

Mutirão da Saúde da Mulher acontece neste sábado (21) no Multicentro Liberdade

Na ALBA, Samuel Jr. afirma que escolha de trans para presidência da Comissão da Mulher na Câmara é retrocesso

Trump volta a falar em conquistar Cuba, que vive crise: ‘Posso fazer o que eu quiser’