Após derrota na Câmara, Lula exonera aliados do Centrão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, nesta segunda-feira,13, a exoneração de diversos nomes ligados ao Centrão que ocupavam cargos de segundo escalão no governo federal. A decisão foi tomada após a derrota do Palácio do Planalto na Câmara dos Deputados, que derrubou a Medida Provisória (MP) que previa substituir o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoas físicas e jurídicas.

As demissões atingem indicados de partidos como PP, liderado por Ciro Nogueira (PI), PSD, de Gilberto Kassab, além de integrantes do União Brasil e do MDB.

As exonerações atingem postos estratégicos em órgãos federais, como a Caixa Econômica Federal, a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), além de superintendências regionais do Ministério da Agricultura.

Na última semana, a Câmara impôs uma derrota ao governo Lula ao deixar perder a validade uma MP que previa o aumento de tributos. O objetivo era elevar a arrecadação para equilibrar as contas públicas no Orçamento de 2026.

Por 251 votos a 193, os deputados decidiram retirar o texto da pauta. A proposta, construída como alternativa ao aumento do IOF sugerido pelo governo, acabou enterrada após resistência da base aliada.

Para compensar a votação, Lula poderá ter que fazer contingenciamentos de gastos e até bloqueio de emendas. Havia previsão de que a MP levaria a uma arrecadação de R$ 20,9 bilhões e corte de gastos de R$ 10,7 bilhões em 2026.

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